A Viola Caipira

novembro 7, 2019 0 Por João Paulo Araújo

A Viola Caipira é derivada originalmente das Violas Portuguesas, que chegaram ao Brasil através dos Jesuítas portugueses que as utilizavam na catequese dos indígenas. Logo, passou a ser construída pelos caboclos (filhos de brancos com índios), utilizando madeiras locais dando origem assim, à viola que conhecemos hoje.

Também conhecida como: Viola Cabocla, Viola Brasileira e Viola Sertaneja, a viola tomou conta de várias partes do Brasil, tornando-se um símbolo da música de raiz e folclórica brasileira. 

Possui cinco pares de cordas e conta com uma variedade de afinações onde as principais são: Rio Abaixo, Boiadeira, Natural, Cebolão em Ré ou Mi, entre outras. Estas últimas chamadas assim pois, segundo a lenda, faziam as mulheres chorarem como se estivessem cortando cebola.

As composições estão ligadas ao folclore e ao estilo de vida do povo do campo, sendo alegres e com batidas ligadas à danças como o Catira (dança onde se bate os pés e as mãos no ritmo da batida da viola), ou mesmo cânticos tristes, de lamento por um amor não correspondido ou pela morte de pessoas ou animais de estimação.

O Mestre Tião Carreiro, além de ser um dos maiores ícones da viola, é também criador de um dos estilos mais apreciados na música caipira: o “Pagode de Viola”. Com seu primeiro pagode, chamado Pagode em Brasília, ele inovou o jeito de tocar viola com uma batida característica e com solos mais complexos. Outros nomes também são bastante influentes, tais como: Renato Andrade, Zé Coco do Riachão, Almir Sater, Mazinho Quevedo, Roberto Correia entre outros.

 Tião Carreiro

Hoje, a Viola Caipira é um instrumento acadêmico, tendo sido pesquisada e estudada por grandes músicos nacionais e internacionais e é responsável também pela manutenção e propagação da cultura e folclore brasileiro.

 

-JOÃO PAULO ARAÚJO